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As aventuras de Dani Collins #1

Olá mochileiras? pensei bastante antes de colocar esse post no ar, pois tenho muita vergonha, mas tenho alguns cadernos com histórias que escrevi e acho que a maioria de vocês nem vai se preocupar em ler esses posts, muito menos conseguir ler ate o final, alguns vao achar chato ou infantil, mas decidi compartilhar mesmo assim uma dessas histórias.

Como ela é um pouco longa vou posta-las capitulo a capitulo no decorrer do tempo.

Bem é isso, poxa vida espero que alguem leia de verdade. Tá o nome dessa história é:

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1.1. Um dia na vida de Dani Somniis Collins

Eu não sei o que estou fazendo aqui! Tudo parece tão… errado, mas não de uma maneira errada mas de uma maneira que não está certa. Se você não me entender não tem problema, muitos também não me entendem.

Não me levem a mal eu sou muito popular pra minha idade, afinal com 12 anos acho que é um mérito ser eleita a garota mais bonita da escola e sempre tirar as notas mais altas, alem disso tenho muitos amigos, o engraçado é que as vezes enquanto estamos conversando no intervalo das aulas eu nem sempre presto atenção, me distraio com o céu, com os pássaros e tem sempre aquele passado bobo que bate no para-raio da escola, eu sei que é maldade mas é muito engraçado todos os dias ele faz isso o engraçado é que ninguém nota sabe… eles só ligam para qual a roupa que esta na moda, em falar do cabelo da Janne Lee e dos belos olhos do Jack Adams, sim tenho que confessar são bonitos, mas são apenas olhos o que tem de mais sabe.

O sinal toca.

Finalmente vou poder ir para casa.

– Dani, nós vamos ao shopping depois da aula, todo mundo vai ate o Jack Adams o que você acha? – diz Marjore Lewis, ela é a garota mais popular do bairro inteiro e minha melhor amiga.

Ouço alguns risos atrás de mim, mas Marjore esta certa eu tinha que me divertir, mas tenho tanta coisa para estudar afinal porque preciso aprender história é velha e eu odeio ter que ler aquelas histórias de descobridores e políticos e

– ahgr que chatice! – digo em voz alta, sem querer.

– O que disse Dani?

– Nada Mag, desculpe, estava pensando em outra coisa. Mas então vocês vão pra onde?

– Ah o Jofrey vai me levar para o shopping aqui do bairro e a Renata vai com o Ezequiel, a Stephany vai com o Richard, vai ser super divertido. E estava pensando se você não quer ir com o Jack Adams já que ele quer ir, mas não tem companhia sabe.

Me irrita as vezes essa mania da Mag de tentar arranjar um namorado pra mim, eu não quero namorados e muito menos o Sr. Jack gostosão da escola, não sou dessas meninas eu sou.. sei la eu sou diferente.

– Não obrigada Mag, tenho lições pra fazer e tenho que ajudar minha mãe na loja você sabe disso. Deixa pra uma próxima ok?

– Ta bom Dani, mas olha lá o que faz hein, se não der jeito na vida vai acabar sozinha.

Sozinha! Eu não vou ficar sozinha, o que ela pensa que é. Sai como um furacão de lá cheguei em casa em tempo recorde mas fiquei pensando naquilo o tempo todo, por que eu não consigo me divertir, namorar, ser normal sabe.

Minha mãe estava arrumando a loja, é da nossa família a 3 gerações, tem de tudo na loja desde caixinhas de musicas antigas da época da vovó Sylvia ate Iphones novinhos em folhas. Sei que para muitas crianças da minha idade ajudar a mãe é um suplicio, mas eu gosto tanto dessa loja e mamãe é tão oculpada esse é único momento que consigo conversar com ela.

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– Mãe?

– Sim querida.

– Eu tenho alguma doença?

– Meu bem, porque pergunta isso? Você esta bem, esta se sentindo mal?

Nesse momento eu realmente me senti mal, fiz ela se preocupar, ela é tão boa pra mim porque eu a atormente com essas bobagens.

– É que eu… eu sou… eu sou diferente mamãe.

– Claro que é meu bem, você é única é a minha Dani Somniis.

Meu nome verdadeiro é Dani Collins, mas minha mãe é apaixonada por línguas estrangeiras e um dia ela me pegou tentando ler um livro em latim, as letras eram muito engraçadas e as palavras não faziam sentido, eu estava inútilmente tentando pronunciar uma frase para poder mstrar a mamãe que também sabia ler e nao é que consegui! Corri para sala e pedi que ela desliga-se a TV um instante e olhasse para mim enquanto eu corajsamente, e lentamente também, lia aquela pequena frase do livro:

“Mundum facere-credimus in somões”.

Minha mãe riu como uma criança, no começo fiquei muito envergonhada eu havia me preparado tanto e depois fiquei com raiva e gritei para que ela parasse. Ela continuava rindo mas de maneira mais moderada olhou para mim passou a mão nos meus cabelos e pediu que eu sentasse no sofá e abrisse novamente o livro ela leu a frase:

“Mundum facere-credimus in somniis”

e me disse que significava

o Mundo de faz de conta existe em seus sonhos.

Desse dia em diante minha mãe tentou me ensinar latim, eu era péssima mesmo não adiantava, e passou a me chamar de Dani Somniis.

– Não nesse sentido mamãe. Eu sou diferente das outras garotas.

– Oh minha pequena Dani, isso é crise de adolescente neh, RS, não se preocupe, tudo vai fazer sentido um dia.

– Tudo o que mamãe, eu me sinto tão estranha, acho que papai esta certo talvez devesemos nos mudar de cidade e recomeçar, tentar ser…. outra pessoa.

– você quer ser outra pessoa Dani? Porque iria querer isso, você é linda, tem vários amigos e acho que o menino que trabalha na loja de sapatos gosta de você ele é super fofo ne.

– Ah mamãe por favor você também não, eu não gosto do Jack ele é.. ele é… ele é..

– Normal.

Mamãe sempre lia meus pensamentos, não sei como mas ela sempre sabia de tudo, acho que é um dom que adquirimos quando nos tornamos mães ne.

– é por isso que não gosta dele ne Dani, porque ele é normal, é apenas mais um garoto bonito da sua escola não é?

– Ah mamãe eu so queria saber quem eu sou, e porque eu não consigo me adaptar as pessoas.

– Meu bem ser normal é muito chato, seja você mesma, acredite nos seus SONHOS minha pequena Dani Somniis e principalmente não fuja deles, mudar de cidade não iria adiantar em nada, você poderia começar de novo sim, mas eae? O que aconteceria? Depois de um tempo você estaria do mesmo jeito? Acredite em você e tenha calma que logo você saberá de tanta coisa e seja muito, mas muito feliz minha pequena.

– Como assim eu saberei de muita coisa mãe?

O relógio começou a tocar desesperado. Odeio aquele relógio Cuco, me deixa maluca!

-Olha meu bem, é hora do seu dever de casa em seguida ajeite seu quarto e durma e sonhe com seu mundo mágico onde todos são diferentes ok?

Minha mãe estava certa, não adianta fugir, mas eu queria tentar uma vez ser normal.

Após ter estudado e arrumado meu quarto que dividia com meu irmão mais velho Andrew, que alias não me ajudava nada nessa minha crise me chamando de biruta, criançinha consegui tomar um banho quente e me deitar.

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Já passava da 1h da manha e não conseguia dormir a lua que eu podia ver da janela estava tão bonita, deixava uma fresta da cortina aberta para vê-la e admira-la antes de dormir todos os dias, mas hoje ela estava tão clara e redonda que não consegui dormir. Fiquei lá deitada no meu edredon azul um bom tempo so com os olhos pra fora olhando a lua clara, tão clara, muito clara.

– Mas o que é isso – disse, meus olhos começaram a arder – isso não é normal! – a lua estava brilhando muito parecia um sol não conseguia mais olhar paraa ela.

Cobri meus olhos com o braço e fui perto da janela para fechar a cortina e derrepente um vento abriu a janela e a cortina.

Eu cai no chão olhei para o lado para evitar a luz e vi que Andrew estava dormindo que nem uma pedra. Como ele conseguia com essa luz toda no quarto. A luz começou a diminuir e caída no chão olhei a janela aberta, as cortinas balançando, mas não havia mais vento, tudo estava meio embaçado e ainda claro aos meus olhos, mas consegui distinguir uma silhueta na janela, congelei na hora, e se fosse um ladrão, fiquei apavorada mas não consegui me mexer… aos poucos a visão ficava melhor e de repente vi que era um menino devia ter a minha idade, tomei coragem e gritei:

– O que você quer moleque, saia já da minha casa! – pareci adulta e corajosa mas estava morrendo de medo, tremendo na verdade.

Levantei como num susto e peguei um copo já vazio que estava em cima da minha cômoda e fiquei em posição pronta para atira-lo assim que ele se mexesse. Mas nada aconteceu. Enquanto meus olhos se acostumavam a luz ambiente novamente eu finalmente olhei fixa para o rosto daquele insolente que invadiu a minha casa e que me assustou.

Não vi muito de seu rosto, mas seus olhos castanhos grandes tinham um brilho estranho, não era assustador, nem perigoso, eram simplesmente os olhos mais lindos que já vi na minha vida.

llll

Abaixei aos pouco o braço ao qual ainda segurava o copo, mas não conseguia parar de olhar, meu deus, eram apenas olhos porque eu não conseguia parar de olhar, meu coração estava tão acelerado e derepente um sorriso.

Ele sorrio. O sorriso mais lindo que já vi.

– É você Somniis? Eu sabia que era você?

Parece que acordei no sonho, como ele saberia meu apelido e porque não me chamou simplesmente de Dani se já me conhecia.

– Quem é você! – recobrei o juízo e levantei novamente o braço com o copo para ameaça-lo. E então um vulto apareceu e todas as luzes da casa se acenderam tão forte ate todas as lâmpadas explodirem quando olhei novamente o menino não estava mais La, de pé em pé fui devagar ate a janela e olhei para baixo. Não havia ninguém.

Foi apenas um sonho. Quando me virei, a porta estava aberta e um vulto preto veio na minha direção.

Tudo se apagou…

escrito por Dani Rubim

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