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As aventuras de Dani Collins #2

Olá mochileiras para aquelas que se enterresarem na história que escrevi: AS AVENTURAS DE DANI COLLINS ai vai mais um capitulo.

Por favor comentem digam se gostaram ou não ok

as aventuras de Dani Collins

1.2. Um dia na vida de Daniele Collins

– Ahhhhhhhhhhhhhhhh – gritei – ai meu deus aquele maldito sonho de novo! Que horas são? Puta merda to atrasada. Vou me atrasar para mais uma entrevista.

Odeio cidades, são tão movimentada para uma segunda de manhã, os metros estão lotados, gente estranha que se vê todos os dias e mesmo assim ninguém se conhece. O prédio em que estou é enorme chamasse palácio da justiça e eu espero que me contratem dessa vez.

– Daniele Collins… Daniele Collins

– Aqui! Sou eu, Daniele Collins, tudo bem?

A recepcionista torceu o nariz e pediu que a seguisse.

“porque eu sempre faço isso, em vez de prestar atenção nas coisas fico falando comigo mesma! Que droga Dani seja normal dessa vez” pensei.

A sala que a Recepcionista me levou era enorme cheia de quadros nas paredes coisas velhas nas prateleiras e muitos livros, mas ao mesmo tempo era um lugar frio, mas definitivamente eu queria sair dali, mas não podia eu tenho contas para pagar e preciso daquele emprego.

Fotor083102937

– Sra. Collins estou certa? – disse uma senhora ossuda de óculos que nem sequer olhou para mim – Sente-se Sra Collins.

Sentei-me na cadeira mais dura do mundo, parecia tão macia de longe.

– Srta Collins, por favor. – disse

– Como?

– Sta Collins.. – sempre falo na hora errada – não sou casada.

– Muito bem SENHORITA Collins, já que quer tanto falar de você me conte mais, vejo na sua ficha que tem 23 anos, já trabalhou em Banco, e como recepcionista em uma firma grande. Fez faculdade de Serviço Social e Letras. E evidentemente é solteira. Estou certa.

– Sim, mas….

– Vejo também que acaba de sair da faculdade e não tem experiência nenhuma em Assistencia Social nem no sistema judiciário que é a vaga ao qual a SENHORITA se inscreveu correto?

– Na verdade…

–  Para se trabalhar aqui é necessário ter pulço firme e pés no chão Senhorita Collins e principalmente colocar o trabalho como prioridade em sua vida. Não temos horário e como estagiaria a senhorita provavelmente nem terá tempo para o almoço. Ficara o tempo todo em observação. O que acham a SENHORITA agüenta SENHORITA COLLINS.

– Gostaria de dizer que…

– Gostaria de dizer o que SENHORITA COLLINS?

Naquele momento eu quis dizer muitas coisas, mas não disse. Aquela mulher ossuda olhou para meu rosto e carimbou em meu currículo entregando-o a mim. E sem mais pediu que me retira-se.

Cheguei em casa depois de 3 horas de condução e desabei na cama ainda com o papel na mão olhei La estava mais um carimbo de rejeitada. O que há de errado comigo. Tenho estudo, sou bonita, mas mesmo assim não consigo me adaptar a nada. Se mamãe estivesse aqui pelo menos eu poderia conversar com ela como nos velhos tempos na loja. O telefone toca:

– Olá querida tudo bem?

– Olá papai, como o senhor esta?

– Ah como estaria um velho sozinho em sua velha casa querida, você sabe me divertindo como sempre.

– Papai – não agüentei e comecei a rir.

– Sua risada lembra tanto sua mãe.

– Diga papai, porque o senhor me ligou?

– Soube que foi a uma entrevista hoje? Conseguiu o emprego dos seus sonhos?

– Ah papai, nem de longe aquele era o emprego dos meus sonhos. Mas não posso tenho que escolher ne, afinal já sou adulta e preciso me cuidar. Mas mesmo assim não consegui a vaga.

–  Ah querida, fico muito feliz.

– O que? Acabei de dizer que continuo desempregada e o senhor fica feliz?

– Não me leve a mal querida, mas…. estava conversando com o velho Adams dono da loja de sapatos você lembra dele?

– Sim papai – e lembro do idiota do Jack Adams que tentou me agarrar no baile de formatura – o que é que tem o velho Adams papai?

–  Ele decidiu investir em algumas coisas aqui na cidade filha, a família dele é rica você sabe e ele me fez uma oferta pela loja…a loja da sua mãe.

Por um instante perdi o ar. Não, meu pai não podia vender a loja ela é… Ela era da mamãe.

– Papai o senhor não pode fazer isso!

– Eu sei querida e não o fiz, é tudo que tenho dela… mas a loja esta velha não passa de um imóvel, uma garagem suja praticamente fechada a anos. Bem depois que o velho Adams saiu, um tanto frustrado não posso negar, eu tive uma idéia. Filha, que tal se voce viesse trabalhar na loja?

– Papai… de novo com essa história, você sabe que ninguem compra nada nessa cidade e o que eu vou ficar fazendo ai?

– Vendendo, cuidando da loja. Eu ajudo, ganho aquele beneficio do governo, posso ajudar no começo ate iniciarem as vendas.

– Papai… para! O senhor tem que se cuidar.

– Por favor meu bem, estou velho, não tenho muito tempo, alem disso seria bom ter a pequena Dani Somnis aqui novamente cuidando do seu velho antes de ele partir não é?

– Pai isso é chantagem, e das feias!

– Funcionou querida?

– Acho que sim. Daqui a pouco estarei ai.

– Meu bem, posso te perguntar so mais uma coisa

– Sim papai, o senhor sempre consegue o que quer afinal, pergunte.

– Ainda esta tendo aqueles sonhos com o rapaz na sua janela?

– Papai… como sabe..

– Sua mãe sempre me contou, você passou anos acordando assustada, mas me diga ainda tem esses sonhos?

– Essa pergunta é muito estranha papai, não sou mais criança é apenas um sonho e nada mais.

– Ok meu bem, então te espero aqui, me ligue assim que chegar no aeroporto.

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Meu pai tinha razão a loja é uma saída para esse momento difícil e estar ao lado dele é muito bom afinal ele é meu pai e sempre me fez rir muito, posso ajuda-lo e quem sabe trabalhar como Assistente Social na cidade, ou professora de Ingles na escola local.

Caminhando pela sala olho para meus quadros, um hobb que nunca me deu dinheiro, mas sempre me acalmou… bem La estavam eles em um dos quadros grandes no meio da sala um rabisco marrom com os olhos mais lindos que já vi um dia…. em um sonho.

Mas sonhos são apenas sonhos, tenho que parar de correr atrás de olhos.

Bem acho que esta na hora de arrumar as malas e enfrentar todas aqueles rostos e pessoas que cresceram comigo. Viro e olho mais uma vez o quadro e imagino, será que…. Não, estou ficando louca

– Sonhos são apenas sonhos e nada mais! …

escrito por Dani Rubim

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