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As aventuras de Dani Collins #3

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1.3 Voltando para casa

O que estou fazendo, eu deveria estar em casa folheando as paginas amarelas atrás de um serviço. Como será que ele consegue isso sempre me convence de fazer as coisas – pensei enquanto o avião se preparava para pousar.

Ao desembarcar peguei minhas malas e com num flesh eu o vi, os mesmo olhos, o mesmo garoto, no aeroporto, foi exatamente num piscar de olhos, de repente uma mão no meu ombro me virei assustada era um rapaz alto bonito, não podia negar, mas me lembrei… os olhos me virei novamente e simplesmente aviam sumido.

-Acho que estou ficando louca

-Desculpe, como disse? – perguntou o rapaz

– Nada, só estava.. pensando alto.

-Não mudou nada neh Dani..Dani Collins, sabia que continua linda como no colegial.

Só então parei de pensar no que vi, ou achei ter visto, e encarei o rapaz… sim eu o conhecia, quem não reconheceria aqueles olhos azuis, aquela pele super cuidada e o cabelo preto super brilhante.

– Own… é você Jack?

-Que bom que me reconheceu! Seu pai pediu para vir lhe buscar, então vamos?

– Ah… claro. – só meu pai mesmo para me aprontar essa. Sim Jack estava bonito por fora, mas não estava tão confiante nesta sua bondade, uma coisa que aprendi é que as pessoas podem se redimir, mas não mudar 100% e Jack era um almofadinha, chato, mimado, e sempre fazia tudo com segundas intenções, acho que não deve ter mudado tanto.

-Vamos no meu carrinho ok?

Eu sabia, La estava ele se gabando.. carrinho.. ele foi me buscar de limosine, me diz quem tem limosine no interior?

-Então, o que esta fazendo da vida Jack?

– Estou trabalhando com o Sr. Adams – Jack nunca foi próximo do pai, portanto não fiquei nem um pouco chocada de ouvido referir-se a seu parente mais próximo de Sr. – meu pai administra uma rede de lojas de sapatos agora e eu o ajudo no marketing, mas agora estou nas negociações de imóveis.

-Como a loja da mamãe? – não resisti

– Bem, não queria tocar nesse assunto Dani, mas sim, a loja de sua mãe esta em um ponto comercial muito bom para a cidade acho que vale a pena investir La.

-Investir você quer dizer demolir neh Jack!

-Bem, Dani, desculpe, mas a vida é assim, nos estamos modernizando a cidade! Isso trara mais empregos. A cidade mudou muito desde que você foi embora.

A viagem inteira depois dessa conversa se tornou apenas ruídos, que bom jeito de recomeçar ne.

Jack já estava se preparando para sair do carro quando abri a porta antes de fecha-la na cara dele ouvi-lo dizer algo como: Te vejo mais tarde. Acho que ele esta errado!

Estava muito frio desde que sai do avião, parecia que a temperatura caia muito rapido, achei estranho pois estavamos no verão eu acho, mesmo assim eu fiquei la acho que mais tempo que o normal admirando a casa. A casa aonde cresci. estava exatamente igual, um pouco menos brilhante do que me lembrava mais igual, o jardim de mamãe, o corredor. A varanda no segundo andar.

Respirei fundo tomei coragem e tentei abrir a porta estava aberta. Era costume desde que eu era pequena que as portas ficassem abertas como sinal de boas vindas a cidade sempre foi pacifica quando pequena mas agora como disse: Jack a cidade mudou muito.

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Lá estava ele, tão frágil com a cabeça toda branca, não me lembrava de meu pai, tão velho, devia ter vindo antes. A muito ele não se locomovia mais e já utilizava uma cadeira de rodas a muito tempo. Não precisei falar nada, quando abri a porta ele virou pra mim e seus olhos brilharam, no rosto a mesma expressão sapeca que sempre teve. Lá estava ele o meu pai, o melhor homem do mundo, quando pequena fiz uma capa com o lençol de capa e pintei nele o logo do super homem e dei de presente ao meu pai, era assim que eu o via um super pai.

Nos conversamos a tarde toda, e concerteza agradeci pelas boas vindas dele. Ele como sempre riu, um riso forte como sempre teve, forte demais para um senhor de idade e ainda teve a ousadia de dizer:

“Foi um presente para relembrar os velhos tempos querida.”

Esse era meu pai, não perdia uma.

Fui ao meu quarto, ou meu antigo quarto e estava tudo La, meus posters de bandas que gostava, bonecas e livros de escola. Era muito engraçado aquilo tudo parecia umtunel de volta no tempo. Depois de preparar a comida e tomar um bom banho, decidi organizar minhas coisas, faltava algo no quarto lembrei-me:

– Papai, aonde esta a minha foto com a mamãe que ficava na penteadeira?

-Esta na loja querida, sua mãe levou pra La quando você foi estudar, para ficar lembrando de você.

Papai não precisava ter dito isso, ainda me sinto mal por não ter estado com ela.

A loja ficava na frente da casa era quase uma garagem grande e cheia de entulho, estava tudo empoeirado, acho que papai evitava ir La, tudo estava do jeito que eu me lembrava, tirando a sujeira é claro, mas estava tudo La, a caixinha de musica, os quadros, e La estava no balcão a minha foto com mamãe, tiramos na minha formatura do colégio, ela estava radiante, quem diria que ela já estava doente desde aquela época. Peguei a foto e quando já estava saindo ouvi algo e olhei para traz

Own meu Deus é um rato – pensei – eu odeio ratos

Peguei uma vassoura e já ficou pronta para uma guerra, tinha uma caixa caída no chão, jutei-a para ver se tinha algo e nada aconteceu. Tinha um monte de coisas na caixa decidi leva-la pra dentro, primeiro porque a iluminação de La era melhor e segundo o rato deve tela empurrado então ele ainda estaria La.

Coloquei a caixa no canto do quarto, arrumei a foto na cabeceira de minha cama e deitei olhando-a  lembrando de tantas coisas que passei naquela casa.

Meu pai veio me dar um beijo de boa noite e me perguntou a respeito da caixa empoeirada. Contei-lhe o ocorrido e ele ficou meio estranho, mas disse que tudo bem.

Fiquei olhando a caixa e decidi abri-la pois fiquei curiosa, fazer o que os Collins são assim, dizia mamãe.

Não era uma caixa de papelão, na verdade era bem dura e com uma tampa, parecia ter ate estampa florida, já corroída com o tempo, no verso da tampa estava escrito: “Margot Collins com amor” era de mamãe! A curiosidade aumentou como nunca vi aquela caixa!

Dentro havia, pedaço de tecidos, alguns livros, um colar muito bonito em forma de coração e um álbum de fotos.

Abri o álbum de fotos e La estava ela tão linda quanto sempre foi, parecia bem mais jovem do que a conhecia, as fotos eram antigas, não me lembro de te-las vistas antes, tinha anotações nas laterais de cada foto do tipo: “melhor dia da minha vida” e coisas do tipo.

Folheando o álbum uma das paginas me chamou a atenção era uma pagina bem corroída e meio amassada parece que alguém mexeu mais nela do que nas outras e havia uma foto de 3 pessoas, a foto era estranha mamãe de pé em um vestido lindo comprido, ao seu lado um homem alto e muito bonito com a mão nos ombros de outro homem.

Me aproximei da foto e mesmo manchada e meio borrada vi claramente os olhos, dos meus sonhos eram os olhos daquele homem. Fiquei muito confusa e decidi esclarecer essa história assim que clareasse coloquei a foto na a gaveta da cômoda e inutilmente tentei dormir.

Eu sei foram aqueles olhos que vejo em meus sonhos, que vi hoje no aeroporto e o mais intrigante: mamãe o conhecia, como pode?

-Sera que estou ficando louca? – virei e como que num passe de mágica dormi, não sonhei com os olhos mas tive o sonho mais louco da minha vida, não me recordo bem algo com pessoas falando em uma sala sobre mim e eu não parava de olhar um corvo que desviando de toda multidão falante vinha perto de mim e me dizia algo, so nos sonhos mesmo para aves falarem e eu interagir com elas todos sabem que odeio passaros.

 

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Deixem pra La amanha é outro dia e vou resolver tudo de uma vez por todas.

 

escrito por Dani Rubim

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